Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

POEMAS

 

 

Mãe,

brinquei com a vida

nestas mãos de criança

...deixei-a cair,

- não se partiu!...

 

No teu corpo

Mãe,

chorei

e a vida abraçou-se a mim...

 

Mãe

no meu berço

a vida viu-me nua

e não tive vergonha de mim...

 

 

(...não me cobri...)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tens o ventre engrandecido

 

 

o branco e o encarnado no laranja

das peles,

dos lábios,

das mãos que se descobriam encaixadas uma na outra para sempre.

 

Os corpos na vida…

a vida nos corpos a nu,

na vertigem

do corpo branco virgem sobre o peito encarnado de vida…

a vida no laranja de cada beijo.

 

A vida a brotar do peito

branco encarnado…

num tom alaranjado,

de um coração

entregue à palma da tua mão…

 

Os nossos corpos na vida

num fio laranja,

do branco no encarnado

de corações abertos em flor…

 

A vida…

a nossa manta estendida,

onde nos vivemos

sem medos...

 

 

 

 

Sem título

 

 

mas enganei-me entre traçados,

entre tuas coordenadas sem fim…

adormeci cansada de tanto caminhar

sem um passo dar…

e de manhã ao acordar,

entre escalas e nomes

que desconhecia,

ergui-me

- já tinhas ido,

deixando para trás parte do teu mapa

… em que adormeci…

 

Então caminhei sem fim

em busca de uma pista

para te encontrar…

mas rasgaste o teu mapa (de vontade),

deixaste-me adormecer

para ires… só…

 

Criaste uma nova cartografia,

sem coordenadas ou eixos onde te encontrar,

apagaste cada nome, letra ou hemisfério familiar…

e foste… só…

sem uma palavra de despedida,

foste para um mundo tão longe do meu…

que nem em traçados de constelação

surge uma só letra

… tua...

 

 

 

Nunca nada te caiu das mãos

 

 

dar um beijo nos lábios de alguém

que já beijou tanta gente…

dar a mão

a uma mão que não sente todo este fervor…

dar o corpo

a outro corpo ritmado…

 

O amor dói…

receber palavras e gestos únicos,

receber o agora sem certezas do amanhã…

receber a vida de alguém nas nossas mãos tão pequenas…

… e tentar guardá-lo num coração tão aberto…

 

O amor dói…

ao ganhá-lo

e ao perdê-lo…

que o amor é um rebuliço indistinto,

que nos faz e desfaz

num sopro de vida e morte….

 

O amor dói…

que mexe cá dentro…

onde não queremos tocar…

 

…o amor, meu amor… dói…

 

 

 

Bailarina

 

amando cada passo sem igual…

dançavas numa alegria

sob uma música desconhecida…

 

Vi-te dançar pela vida,

beijando cada passo ritmado

de frente para trás

sem medo de te enganares…

 

Vi-te… na tua dança…

dares-te à vida por inteiro…

corpo vivo em chama,

trauteando a alegria

a cada passo ritmado de frente para trás…

… na tua música…

que ninguém conhecia…

 

Vi-te livre, simplesmente livre,

só por um pequeno instante,

quando giravas pela vida

balançando de passo em passo,

de frente para trás…

em liberdade…

 

 

 

Sem título

Ton corps doux

sur la chambre de la vie…

Ton cœur ouvert

chantant l´amour

sur toutes les chansons…

 

Ton corps rouge

sur la chambre d´une vie blanche…

Ton cœur ouvert rouge

sur les chansons blanches…

Ton rouge sur mes lèvres plutôt blanches…

Ton cœur ouvert rouge sur mon cœur plutôt fermé… blanche…

 

… ton rouge sur mon blanche…

aujourd´hui rouge

 

Num sopro de vida

 

Num sopro de vida

a noite virou dia,

a Lua adormeceu no peito do Sol

e o amor fez-se

em tom de segredo.

 

Num sopro de magia

as estrelas gravaram no céu

um poema sem rima,

que logo o Sol entendeu

- o beijo da Lua…

e o amor foi crescendo,

em tom de segredo.

 

Num sopro de vida

a Lua adormeceu no peito do Sol

e o amor fez-se

em tom de segredo.

 

Num sopro de magia

as nuvens guardaram-se no céu

como peito ardente de paixão,

que logo a Lua nelas se envolveu

- no sabor quente do Sol…

e o amor foi crescendo

em tom de segredo…

 

Num sopro de vida,

o amor fez-se em grãos de pó…

foi crescendo, foi crescendo…

envolto no doce sabor de magia…

foi crescendo, foi crescendo…

 

… sempre crescendo…

 

 

Princesa Rainha

 

No teu corpo encerras toda a magia da vida,

a tua pele brilha,

o teu sabor fica intocável nesta boca faminta,

o teu odor amarrado ao meu peito…

e vejo-te…

princesa rainha…

 

O teu corpo dança no ar,

flutua sobre o chão…

dás-me a mão em segredo,

levas o meu coração para lá de todos os pensamentos…

e desejo-te…

princesa rainha…

 

No teu corpo

despertas-me para o dia…

a tua pele aquece-me do frio,

o teu sabor mata-me a fome,

o teu odor guarda todos os sentimentos…

e quero-te…

doce princesa rainha…

 

O teu corpo dança no ar,

flutua sobre o chão…

em segredo dás-me o coração,

levas-me ao teu refúgio…

e beijo-te…

minha doce princesa rainha…

 

l´amour

 

J´ai écrit des mots d´amour

un peu partout,

sur la pont,

sur les parois…

mais jamais ne personne les a lu…

 

J´ai crié l´amour au-dessus d´un mont

« AMOUR… AMOUR… AMOUR… « 

ma voix déployée sur le sole,

tous ont couvert leurs oreilles

et jamais ne personne m´ont écouté…

 

Et je mors…

dans l´amour

que personne ne veulent pas comprendre…

 

É inútil

 

É inútil construir-te

a realidade te destruirá,

é inútil desenhar-te

o dia seguinte te apagará

e só ficarás como lembrança nesta vã memória.

 

É inútil escrever-te

a tinta desaparecerá,

inútil iluminar-te

o sol te ofuscará

e ficarás escondido nesta mente insana…

… sonho de pura ilusão de glória,

que desaparece sem deixar esperança…

Pecadora

 

Pecadora

porque sofres e fazes-me sofrer,

porque choras e fazes-me chorar,

porque perdoas e fazes-me perdoar…

quem te pôs nesta vida?

 

Pecadora

porque matas e fazes-me matar,

porque sonhas e fazes-me sonhar,

porque te arrependes e não me fazes arrepender deste sentimento…

quem te quis assim?

 

Pecadora

que choras,

sofres…

e ninguém percebe que és igual a qualquer um…

quem é o cruel que não te consegue amar, como eu te amo?

 

Sem título

 

Morreste numa noite silenciosa

em que todos te ouviram cantar até ao amanhecer.

Morreste dormindo pelo silêncio,

enquanto todos se amavam

pelas sílabas da tua voz

noite adentro.

Morreste num fado silenciado

mas não morreste aos ouvidos de ninguém…

passaste a uma nova pauta

da tua música infinita…

 

Antíteses

 

Por uma só paz,

mil guerras,

mil vidas perdidas,

mil sonhos em vão,

mil feridas no coração.

 

Pela paz

- GUERRA…

Pela vida

- MORTE…

Pela (pomba branca da) esperança

- O DESESPERO INFINITO…

 

 

Soldier

 

De arma em punho,

de passos vagarosos,

revisto cada canto escuro,

cada pegada lenta…

espreito,

respiro…

toda a pequena poeira

que paira…

 

Persigo-te

de arma em punho

à tua caça,

persigo o pesadelo que és

para alguém que não eu…

 

mas luto…

perco a vida

a cada som de tiro…

mas continuo pela pátria

que dorme contigo, pesadelo!

 

 

Sem titulo

 

É este choro

por te ver cair por terra

- cárcere dos povos!

corpo inocente, desconhecido (…) morto!

 

É não suster o grito

do teu sangue

sobre a terra que teus olhos pisam,

que tuas mãos abraçam,

que tua alma acolhe…

 

É ver-te sobre esse chão…

sobre esse caixão da Humanidade…

é ver-te sobre o teu sangue,

sobre toda uma vida…

que de um momento para o outro acaba…

 

É este choro mudo,

de ninguém que te vê…

cair sobre esse alguém

que antes de ti, já havia caído…

- cárcere dos povos!

corpo inocente, desconhecido (…) morto!

 

É não suster o grito

do espectro que te rodeia

levando teu último vestígio

para essa terra por que lutaste

 

É ver-te… sumir…

neste choro mudo de ninguém

neste grito reprimido de alguém

é… é ver-te perto de toda a Humanidade!

 

 

Escrevo o teu nome

 

Acima da vida,

acima da morte,

escrevo o teu nome.

 

Para além do inferno,

para além do paraíso,

escrevo o teu nome.

 

Sobre sonhos caídos,

sobre mundos perdidos,

escrevo o teu nome.

 

Dentro de um túnel infinito,

dentro de um mar sem fim…

imagino-te…

pois nasci para te conhecer!

 

Vim a um mundo desconhecido,

vim a um futuro sofrido,

vim para te baptizar…

 

Quero que tenhas um sentido,

quero que tenhas significado…

… e por isso te chamo "liberte"!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carta

Se no teu correio receberes uma carta em branco

-é minha,

fiquei sem tinta, sem lápis...

perdi todas as palavras de algibeira,

... achei sentimentos

                                                        (difíceis de se ver)

Se no teu correio receberes uma carta em branco

- é minha,

fiquei sem notícias para te dar,

achei apenas doces memórias

                                                       (de chorar... a rir)

Se no teu correio receberes uma carta em branco

escreve com as tuas mãos as minhas palavras,

descobre os sentimentos que escondi no branco,

chora sorrindo às memórias

... passadas, presentes... futuras...

                                                    (... em branco...)

Se no teu correio receberes uma carta em branco

- é minha...

pinta-a com as tuas mãos!

Rainha

Fui rainha

perdida

no tabuleiro da vida,

caminhei

passo a passo

para a frente,

retrocedendo,

vagueando na diagonal…

caminhei, tropeçando nos outros

com seus nomes

- bispos, cavalos, torres…

mas todos iguais

- peões,

que no mesmo tabuleiro

se perdiam como eu.

Fui rainha tomada por alguém

dito rival

de um jogo sem regras,

sem jogadores…

jogo de ilusões

de peças com vida

que tropeçam nas várias perspectivas

de rumos cruzados,

paralelos…

… sós…

Rainha de um jogo de perdedores,

de ilusões distantes,

vagas,

perdidas…

Rainha abandonada

retomada esquecida…

rainha magoada dos tropeços ilusórios…

Sem titulo

 

Somos mentiras feitas verdades,

de ilusões tornadas realidades.

Somos lágrimas que alguém derramou

ao ver o tempo que passou…

Somos suspiros soltos no vento,

de sonhos há tanto esquecidos e agora relembrados…

Somos sofreres de vidas passadas,

que tornaram as chegadas em partidas.

Somos os cabelos brancos

desses cabelos outrora castanhos…

Somos as rugas deste rosto

que um dia foi amado por esse alguém

que lhe deu a magia de sonhar…

 

 

"TU"

 

Passei toda a vida

na esperança de crer em Ti,

procurei-Te no sítio errado,

procurei-Te dentro de mim…

procurei-Te neste deserto

onde só corria o sangue do meu coração…

procurei e não Te achei,

… porque Te procurei em mim…

e só agora vejo que existes,

basta fechar os olhos e sentir-Te…

 

Por um Deus

 

Por um Deus

de entre todos os deuses,

finitos infinitos,

um corpo

bomba,

uma alma

fé em chama…

 

Por um Deus

de entre todos os deuses,

finitos infinitos…

a vida não passa de uma promessa de morte

em nome dos evangelhos…

 

Por um Deus

de entre todos os deuses,

finitos infinitos…

olha-te Homem…

vê-te

para olhares…

para veres todos os outros

nas suas peles,

com as suas vestes…

… na sua fé…

olha-te e vê-te neles…

na pele,

nas vestes que te cobrem,

na fé que tens no peito…

 

… reconhece-os, como te reconheces

(defronte ao espelho)

aceita-os… e só assim te aceitarás a ti!

 

 

A princesa que me habitava morreu

A princesa que me habitava

- morreu,

todo eu vazio,

todo eu nada…

A princesa que me aninhava nas suas histórias

- morreu,

velhinha

feliz

… todo eu se escureceu,

todo eu se aquietou…

A princesa que me habitava

- morreu

… todo eu se escureceu na luz do dia,

todo eu se aquietou no turbilhão da vida,

todo eu vazio…

todo eu nada…

Afugentar

É por detrás desse véu negro que te cobre,

em que te escondes e em que te separas de mim…

deixando-me a lembrança desse olhar brando,

em que se esconde a revolta

dessas lágrimas que não caem,

desse grito que não ressoa,

desse silêncio que mata!

É por detrás desse corpo desnudado (…) que te imagino,

que te desejo e te repelo…

E é nessa pele consumida,

em que se esconde a penumbra

desse sangue que já não corre,

desses ossos corroídos,

dessas veias dilaceradas…

É por detrás dessa terra que te esconde,

em que te construo para que outrem te destrua

neste campo de batalha, da vida e morte…

É nessa terra batida

denegrida com a minha sombra,

que de ti fujo e para ti corro…

nesta angústia desmedida.

É por detrás destas palavras insanas

que te apresento a minha ruína…

e é assim que neste turbilhão de paradoxos

em que te vejo morto…

esta insana persegue o vento,

na louca esperança de ainda te abraçar

e assim poder repousar nas tuas asas negras de anjo…

Sem titulo

Desejei apagar-te como a um traço desajeitado

num jogo de constantes geométricas…

mas deixei-te no papel

desfigurando todos os planos milimétricos.

Para todos um traço errado,

para mim um traço de vida

incógnito

incerto…

com que choquei

caí

e chorei…

pela tua marca neste papel.

Quis ferozmente apagar-te,

arrancar-te do meu mundo…

mas persistes, mesmo invisível… persistes…

cortando todos os planos,

descompondo todas as linhas,

todos os centímetros medidos em cuidado…

… desfiguras toda a minha geometria.

Quis-te guardar como mero ponto errado,

mas és forte,

és denso…

és meu demais…

e guardo-te…

indistintamente definido,

pela virilidade da fraqueza,

da certeza errada de te ter tanto em mim,

até doer tanto ter-te…

até doer tanto querer apagar-te e não conseguir…

até doer tanto a tua tatuagem nesta pele…

… até doer tanto, tanto… esta ferida aberta no papel…

 

Sem titulo

A long time ago

I was a sleeping princess,

queen above all my kingdom

of loneliness.

But then you came up

and built huge towers

about love

… I saw thwm

I touched them

I listened them –those silent words…

anda I believed them

but I woke up of my sleeping dream

fell down on my believes

because of you…

cuse you didn´t see me on my passionate princess dress…

… and my kingdom broke up

for you…

my love´s dream…

 

Sem titulo

No tempo da inocência

quis crer em ti

pai…

mesmo sem te conhecer o rosto,

mesmo sem nunca te ouvir uma palavra,

mesmo sem nunca te sentir a tua mão…

No tempo da inocência

queria ter pai,

como todos tinham…

e não tive…

mas não chorei…

rotulei-te de "trabalhador"

para te desculpar da tua permanente ausência…

No tempo da realidade

- aceito…

não tive pai…

mas o tempo fez-me ver o teu rosto enfurecido,

o silêncio fez-me perpetuar as tuas palavras de rancor,

o meu corpo fez-me sentir a tua mão pesada (mesmo sem me tocar)…

No tempo da realidade

afirmo…

de ti nada quero SUPOSTO pai…

p.s- aos meus pais "emprestados" prof. Eduardo Vaz e prof. António Medeiros (que felizmente me ensinaram o verdadeiro valor da palavra PAI)

 

 

Ein Leid

es ist nur diese Herz Leid

...von dir...

Esta só madrugada

É madrugada

e nada

somente eu só

num quarto só

numa casa só

numa vida só

É madrugada

e nada

senão eu

a sós comigo (mesma)

num quarto só

(que é meu)

numa casa só

(que é minha)

numa vida só

que é minha… é tua…

é de toda a gente (que amo)

e ao mesmo tempo não é de ninguém…

… e assim é esta madrugada…

….esta só madrugada…

 

Sem titulo

Na dor

física e moral

não há amor,

não há relações,

não há afecto,

não há sorriso…

não há vida

(possível).

Na dor

intemporal

não há causa efeito,

não há inicio fim…

porque só há esta dor

agora

Es ist nicht ein psysisch Leid,

es ist nicht ein seelisch oder ein metaphysisch Leid,

 

em mim…

 

 

Vi-te dançar pela vida,


publicado por uriel_arcanjo às 11:56
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