Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

HAVERÁ UM TEMPO CERTO

haverá um tempo certo, para tudo?

haverá mesmo uma hora certa para nascer

uma hora certa para morrer...

será que a vida não passa de um mero ponto circunstancial entre inicio e fim?

se há um tempo certo para tudo...

porque é que tu agonizas

dia para dia... rumo à tua hora certa de morrer...

haverá um tempo certo para te chorar,

para te amar...

para te guardar cá tão fundo para ninguém mais te ver...

haverá?

 

 


publicado por uriel_arcanjo às 16:49
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JÁ NÃO SUPORTO

já não suporto o branco da minha pele, por isso a tatuei de preto

por toda a morte que a minha vida traz em mim,

já não suporto a simples sonoridade do meu nome

por isso sem me chamarem vou a um chamamento... da vida?... ou talvez da morte...

por não suportar mais o peso da certidão

erro, e volto a errar de mim para mim...

porque apenas o meu corpo dói,

porque apenas o meu corpo tem de doer...

a alma já não sei em que campa a perdi...

já não suporto o azul do céu

onde te quero crer, junto do teu Deus,

já não suporto as estrelas à noite

onde te escondi para sempre te ver

já não suporto nada de nada,

toda eu nada de nada

para sempre nada de nada

 


publicado por uriel_arcanjo às 16:47
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CÉU

no topo da rocha lancei os braços ao céu para tentar tocar-te, senti o vento como se os teus braços me abraçassem, estendi-me na rocha do meu mundo para te ver, azul,azul, azul... céu... subi ao mais alto de mim, para não mais querer o teu céu, mas no meu mundo nada vi que me prendesse...


publicado por uriel_arcanjo às 16:45
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FOSTE EMBORA

foste embora, como uma nuvem passageira... o teu límpido foi escurecendo... foste-te rebelando, trovoada densa que até hoje entoa em mim... mas passaste, como todas as nuvens, límpidas ou carregadas, pequenas ou imensas, passaste no meu, deixaste um pequeno traçado de vida que até hoje tento decifrar... mas não entendo esse teu dialecto de anjo


publicado por uriel_arcanjo às 16:44
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

MORRER

JÁ NÃO CONSIGO VIVER MAIS COM A TUA MORTE NEM COM A MORTE DE MAIS NINGUÉM... JÁ NÃO SUPORTO MAIS IR A CEMITÉRIOS, VER-VOS E AMAR-VOS... JÁ NÃO CONSIGO


publicado por uriel_arcanjo às 15:57
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

MOM

num momento breve e eterno,

nasci

rebento desse teu amor solitário,

cresci

crença que tinhas no teu Criador,

morri

ser estranho a ti.

 

 

 

 

 

 

 


publicado por uriel_arcanjo às 17:38
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SURVIVAL

 

 

 

tento sempre sorrir como me ensinaste,tento sempre sempre sorrir quando me ferem tal como me disseste,mas entre tanto sorrir acho que me esqueci de sorrir...

sabes de sorrir mesmo...talvez porque não passes de uma estrela com quem falo, talvez porque não passes de um amor que escondi bem no fundo de mim,talvez porque na multidão estou sozinha...ninguém conhece a nikitas que te pregava partidas, ninguém conhece a Mónica que chorava e chorava nos teus braços, ninguém conhece o meu nome inteiro para me poder dar daquelas broncas que só tu... tu....tu... me davas e não me quebravas, davas-me sim a mão para crescer...

tento sempre ser a feliz desmiolada que tiveste, mas talvez por não andares a circular perdido por parte alguma... não consigo... já não me apetece refilar (como refilava sem parar contigo), não me apetece brincar porque no fim lá estou eu com um grupo de rostos que não conheço de parte alguma, não me apetece continuar....

mas tento sempre sempre sempre continuar, para te continuar em mim... porque a vida não pode ser só isto, não pode ser só um emprego de merda, com colegas de merda, com azares atrás de azares...não pode pois não?... é que bolas eu mesmo que morra não acredito nesse teu céu, não acredito nesse teu Deus... bolas mesmo que dessistisse, mesmo que desse um ponto final a tudo (que nada é) iria para onde... para o inferno, para o limbo, para perto da tua protecção... ou para a conchichina mais longínqua e decadente... bolas nem para suicida presto...

não te rales, são desvaneios da esquizofrenia prolongada, com a tua ausência, com tantos atropelos... mas não te rales... eu um dia ainda hei-de achar esse teu céu...


publicado por uriel_arcanjo às 17:36
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ESCREVER-TE

Pensava que sobreviver fosse mais fácil, fosse apenas resignar-me a cada dia... mas não...Resignar-me ao que quer que seja é aniquilar-me silenciosa e tortuosamente, lentamente... visivel e invisivelmente...

Não me lembro de quando desisti da vida para me dedicar à podre sobrevivência... talvez por fraqueza, debilidade, estupidez, preguiça... ou humanidade a mais... não sei... sinceramente, agora... já não sei

Os sonhos já se tinham quebrado há tanto, não pode ter sido os cristais quebrados que me feriram os pés e as mãos, não pode pois não?

 

Eu sei, a minha tara por ir acumulando acumulando... (não ajuda) mas nunca estoirei como agora, nunca fui tão abaixo,nunca me senti tão estupidamente fraca, sabes? acordar todos os dias pela mera obrigação de acordar, porque não tenho nada de concreto que me cative, porque não tenho sequer rostos familiares, porque metade das palavras que aprendi perdi-as pelo caminho, porque o silêncio me fez gaga e disléxica... não sei se isto será o dito crescer, mas crescer sozinha é dificil e todos abandonam o barco, até tu, tiveste de morrer e de me deixar numa loja de porcelanas por onde passou um elefante desajeitado... e agora como é que cresço se não acho a porcaria de um puzzle onde encaixar... raio dos puzzles andam todos a fugir-me e eu não encaixo em parte alguma... nem no meu quarto, no meu vale dos lençóis... credo o que sou?

Dou por mim a registar a minha vida antes e depois da tua morte, porque tu eras o pai que nunca tive e nunca terei, eras o meu irmão versão família funcional, eras o amigo de longe longe mas que estavas sempre sempre e que nunca te passavas quando não te dizia nada do que me derrotava e tu me deixavas chorar... simplesmente chorar sem porquês atrás de porquês... sabes... tenho saudades de poder chorar assim mas também daquele sorriso que só recordo...por isso às vezes saio com o pessoal do "nosso outrora" costume, porque por incrível que pareça finalmente toquei-me, eles gostam mesmo de mim... e eles fazem-me rir tanto que às vezes me parto a chorar (já sabes dá uma abebiazinha à nikitas).

Mas o dia ou as horas seguintes chegam e nem sequer me dão tempo para tomar um banho e colocar a máscara... e lá vou eu "a moca em pessoa " segundo consta... porque morrer lentamente deve ser isso, estar com a moca sempre, que assim o golpe final nem sequer deve doer - o que é pura má onda de alguém aí de cima, se houver aí alguém - porque nascer já foi traumático e eu ainda por cima para respirar tive de ser espancada... (incrivel em bébé e uma verdadeira "génia")... e todas as quedas, todas as mazelas, todas as desilusões... e o raio das PERDAS... como tu e tal... me quebram tanto, e eu lá tento qual Fénix, renascer e renascer das cinzas, mas bolas sou humana, tenham dó, não tenho 7 vidas como os gatos... e se crescer é estar sempre a mentalizar-me de que "não me atinges" quando me quebras em mil - NÃO DÁ... eu não tenho assim tanta cola nem tanto jeito para trabalhos manuais para me andar a recolar...

O.k, por ti, anjo vou persistir, mas não sei até quando...

BEIJOS ETERNOS, PUMPKIN


publicado por uriel_arcanjo às 17:35
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PERDI

Perdi as palavras quando morreste, deixei de saber exactamente todos os significados e a conveniência do seu uso. Com o tempo, o acumular do mau jeito para os gestos, os braços e as pernas respondem a estímulos... que tento decifrar, mas que nunca decifro na perfeição, e sou assim como que um fantoche desajeitado que não cai para o chão por mera sorte...

Perdi a vontade de correr de um lado para o outro para lutar por tudo o que amo, porque talvez não ame nada de facto, porque sei que para lutar tenho de cair tantas e tantas vezes... mas contigo podia deitar as armaduras da guerra para os quintos dos infernos, podia chorar até a dor amainar... e agora sem anjo, não sei... porque não posso nem devo desmoronar, não posso... porquê?... não sei, mas sei que não me posso desmoronar...

A pouco e pouco, eu sou apenas uma sombra de mim

 

 

 

 


publicado por uriel_arcanjo às 17:33
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MORRER 2

Fui à queima, já não ia há quase 4 anos...

e fez-me bem, porque tu não estavas como nunca voltarás a estar,

mas o nosso passado estava, aqueles loucos bêbados estavam e estar com eles, com pessoas que te conheceram, que te amaram e que sentem a tua falta... fez-me sentir bem, fez-me sentir Mónica outra vez...

Por entre copos e copos, finalmente vi que não sou a única que não se adaptou muito bem quando soube que preferiste "curtir" o teu cancro sozinho, vi que por detrás de tanto vinho eles lem bram-se mesmo mesmo mesmo de ti e que naqueles sorrisos estam os teus sorrisos e por isso fartámo-nos de rir e a ver-te, quer dizer a tentar pôr-te numa estrela que tivesse as condições de habitabilidade próprias de ti, magno...

Por entre todas as regras transgredidas viamo-nos estendidos no chão a olhar o teu céu... e a sabermos que se estivesses detentor do teu corpo, da tua voz, da tua vida... nos darias um sermão porque há que beber mas com moderação... e claro a vítima mais feroz desses teus ataques de adulto responsável seria eu... (porque o teu sermão da vodka limão, meu caro, decorei-o com toda a pontuação e ênfase... e como a tua morte é parte da minha vida, prolongando-te dia para dia na vida, em mim... eu contrario-te como sempre... a minha vodka limão continua a ser bem-vinda)... mas não te preocupes, amor, eu mudei mas os meus maus hábitos não mudaram, não gosto de beber nem de fumar... apenas de dormir(e vou continuando a tentar amar, se bem que há partes de mim que perdi ou se transformaram de tal maneira que ainda não as reconheci)... portanto acho que ainda podes ter uma réstea de esperança de que eu possa vir a ser uma boa rapariga...

Sei que se lesses isto ficarias com pele de galinha, mas tenho de confessar o que já deves desconfiar, na queima é complicado ser-se bom menino, mas só me enfrasquei muito em 2 dias mas como caí e me aleijei acordei para a sobriedade...mas diverti-me imenso, saltei imenso, cantei dancei e vi-te lá no céu mas pela primeira vez desde há muito que não me custou muito ver-te tão lá em cima e nós cá tão em baixo...porque todos falavamos de ti como se ainda estivesses de carne e osso neste nosso mundinho e rimo-nos tanto (como se há verdadeiros milénios para nós todos sorrir não passasse de uma mentira tão mal pregada que até chateia)...se bem que eu tento sempre sorrir como me ensinaste, tento sempre sempre sempre sorrir quando me ferem como sempre fiz porque te tinha para me esconder e sarar as feridas... mas estes sorrisos não têm nada a ver com os verdadeiros sorrisos que tivemos, enfrascados ou sóbrios sorrimos...

temos saudades tuas, guarda-nos um cantinho nesse teu céu, já que o teu irmão já é oficialmente um "sô tor" psicólogo que prometeu dedicar-se à nossa sanidade... pois é o rui já se formou e estupidamente tu não estavas... só lá estava a tótó e os malucos...prometemos voltar a estar juntos mais vezes para fazermos uma "terapia" de ti, não como uma doença mas como uma dor que escondemos todos os dias e que por vezes nos derruba porque tu eras nosso e quando caíamos tu estavas lá e agora caímos tanto e tu não estás e a vida deu as suas voltas e cada um para seu lado com empregos de merda, colegas manhosos e sortes que se transformam em azares...

mesmo aí, de onde quer que estejas... olha por nós... xexes desmiolados com a mania de que a vida não acaba já amanhã, não pode... nós merecemos tentar tentar e tentar outra outra e outra vez

 

 

 

 


publicado por uriel_arcanjo às 17:28
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